Em um lugar distante onde tudo era nada onde todos andavam unidos em uma estrada deserta onde os anjos voavam entre nos onde o céu era apenas o inicio
Em um lugar distante onde tudo era nada e o nada era imenso, pois era o nosso começo.
Com as mãos perto dos olhos as luzes nos cegavam em uma imensa curva onde os deuses nos olhavam onde as fronteiras fechadas estavam abertas a todos que quisessem ir e vir pois este era o direito nascer viver lutar vencer correr brincar andar livre sem temer nada a não ser o próprio medo sem buscar nada alem do que se tem pois todos já tinham tudo e tudo que precisavam era apenas o que tinham.
Então me vi ali neste lugar, onde eu, uma criança adulta corria entre as árvores e voava com os pássaros onde tudo estava a meu alcance onde os deuses me falavam oi, e as belas ninfas me banhavam onde ouro não era nada e um gesto valia muito.
Vi-me neste lugar maravilhoso tão maravilhoso que logo eu acordei em um quarto imundo e bagunçado de hotel com crianças chorando e os pais discutindo da janela a fumaça misturada com as luzes dos prédios em contraste com o céu opaco de estrelas mortas, vejo o espelho, olho no relógio 5 da manha então sem muito pensar e sem muita discussão viro pro lado e mergulho em um sonho onde só, ainda mantenho intacta minha infância.
Em um lugar distante onde tudo era nada onde todos andavam unidos
Em um lugar distante onde tudo era nada e o nada era imenso, pois era o nosso começo.
Em uma estrada deserta onde os anjos voavam entre nos onde o céu era apenas o inicio
Onde tudo era nada e o nada era imenso, pois era o nosso começo.